Venho aqui deixar um história real que talvez já muitos conheçam mas que é importante relembrar/dar a conhecer para termos noção de até onde pode ir a cureldade do ser humano (se é que este ser se pode considerar humano)
Josef Fritzl, "o monstro de Amstetten", nascido a 9 de abril de 1935 na Áustria, é um criminoso que praticava incesto com a sua filha Elizabeth desde que esta tinha 11 anos de idade, em 1977. Em 24 de agosto de 1984, quando ela tinha 18 anos, ele a aprisionou no porão de sua casa com cerca de 60m2, número 40 da rua Ybbsstrasse da cidade de Amstetten, sul da Áustria, onde a drogou e algemou, mantendo-a assim prisioneira, estuprando-a repetidamente, até abril de 2008. Das relações incestuosas nasceram sete filhos, um dos quais morreu logo após nascer, tendo Josef incinerado o seu corpo jogando-o no sistema de calefação da casa. Ao seqüestrar a própria filha em 1984, explicou à polícia que ela havia sido levada por uma seita e, como evidência, fez com que Elisabeth escrevesse uma carta, dirigida aos pais, pedindo que parassem de procurá-la. Pai autoritário, proibiu a todos que visitassem o porão, alegando tratar-se do seu ateliê. Exceto quando viajava, levava quase todas as noites comida para a filha e para três de seus filhos, enquanto que para os outros três orquestrou um plano para revelar a sua existência e adotá-los como avô. Os três foram colocados, com poucos meses de vida, na porta de sua casa, junto a cartas escritas por Elisabeth. Uma delas, de 1993, dizia: "O bebê tem nove meses, terá uma vida melhor com seu avô e avó que comigo". Réu confesso, Josef declarou ainda: "Eu sabia que Elisabeth não queria que eu fizesse o que estava fazendo com ela. Sabia que estava machucando-a. Aquilo era como um vício. Na verdade, eu desejava ter filhos com ela."
Em maio de 2008, o jornal austríaco "Oberösterreichischen Nachrichten" ("OÖN") descobriu que Josef Fritzl já havia cometido vários crimes sexuais no ano de 1967.
Um documentário foi feito sobre o horripilante caso, Os segredos do porão austríaco, exibido no Brasil em 21 de junho de 2008 pelo canal GNT.
O julgamento de Josef Fritzl teve início no dia 16 de março de 2009. Usando um casaco cinza, Fritzl entrou no tribunal ladeado por seis policiais e segurando uma pasta azul em ambas as mãos para evitar que lhe fotografassem o rosto. Ele inicialmente confessou ser culpado por estupro e incesto, mas negou a acusação de assassinato no caso da morte de um garoto recém-nascido no cativeiro. No dia seguinte, porém, ele decidiu se declarar culpado depois de ver as 11 horas de depoimento da sua filha Elisabeth, gravado em vídeo e exibido numa sessão a portas fechadas. No dia 19 de março de 2009, Fritzl foi julgado culpado e condenado à prisão perpétua pelos crimes de incesto, estupro, cárcere privado e homicído.
Calcula-se que ao longo de 24 anos ele tenha estuprado Elisabeth mais de três mil vezes.
A filha de Fritzl e os seis filhos que ela teve com o pai, três dos quais encarcerados desde o nascimento, vivem agora em um local secreto sob nova identidade.
Fritzl descreveu-se como um homem que valoriza a decência e as boas maneiras. E disse que a ênfase na questão disciplinar da época nazista, quando cresceu, pode haver tido alguma influência sobre ele. "De toda forma, não sou a besta-fera que os meios de comunicação estão retratando." (que ideia)
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